quarta-feira, novembro 12, 2008

Missão Servir - Voluntariado no Lar de Santa Maria


Hoje foi dia de voluntariado no Lar de Santa Maria.
Tudo começou com a foto de grupo, como sempre. Gostamos de guardar memórias de dias importantes como o que foi hoje.
Entrámos no Lar com um único objectivo. Dar mais de nós a alguém que precisa e levar alguma juventude às pessoas que iríamos encontrar. Só não contávamos trazer, dentro de nós, tanto deles…
A medo, começámos a olhar à nossa volta. No fundo, todos receamos os nossos dias de velhice, e ali fomos confrontados com isso mesmo. A início, falar com aquelas pessoas pode ser difícil, não sabemos se nos vão responder, não sabemos sequer se vão dar por nós ali. Mas tentamos.
E quando damos por nós, já estamos a cantar com eles e a fazer parte das suas vidas. Percebemos então, que fazemos sentido ali.
O tempo aperta e vamos, quase em corrida, de pessoa em pessoa. Vemos pessoas alegres, pessoas tristes, pessoas com olhares cansados. Já viveram tanto… e mesmo assim, conseguem-nos dar sempre mais alguma coisa.
Partilham histórias, vivências e… mais tempo houvesse. Olham-nos nos olhos e falam sobre si, sem medos. Só precisam de alguém que os oiça com um sorriso, que os compreenda. Nesse momento, passamos a ser os “melhores amigos”, e já sabemos o seu nome, a sua idade, quantos filhos e quantos netos tem. Contam-nos os problemas e dores. Pudéssemos nós tirar-lhes qualquer dor… Agarram-nos nas mãos e esperam de nós o mesmo. Torna-se fácil conversar com pessoas assim. Começamos com o mais simples… o nosso nome, quem são os nossos pais e avós.
Provavelmente, até os conhecem, e nesse caso, temos muitos mais temas de conversa.
Acho que não percebemos o quão bem fazemos a estas pessoas só por as ouvir. E acho que elas não percebem o quanto nos fazem bem. Enriquecem-nos com todas as suas experiências sem ser essa a intenção e é Lindo. Sentimos que somos importantes para alguém, mesmo que tenha isso sido só por momentos, uma vez que devido à idade, a memória falha muitas vezes. Mesmo que das próximas vezes nos perguntem o nome, quem são os nossos pais e os nossos avós, mesmo que das próximas vezes nos contem as mesmas histórias, vamos lá estar. Vamos dizer tudo de novo e vamos ouvir tudo de novo.

No fim, deixámos o Lar com a promessa de voltarmos mais vezes. Com um sorriso bem disposto disseram-nos “adeus”.
E o mais importante é que vamos ser importantes para alguém. E se lhes conseguirmos trazer o sorriso de volta então, tudo vale a pena.


Por: Ana Estrelinha

terça-feira, novembro 11, 2008

Basta

Quero dizer "chega", "basta".
Não me apetece viver mais assim.
Apetece-me emoção. Alegria. Vida.
Não quero continuar com isto. Isto que me magoa e me faz chorar. Todos os dias.
Se esse novo Presente não é partilhado comigo, com quem partilho o meu?
Às vezes, não me apetece mais. É só isso.

By: Angel of Death

segunda-feira, outubro 27, 2008

Eu irei

Disse, um dia, que vou. E irei.
Não sei bem quando.
Nem sei bem porquê.
Há necessidade disso tudo?
Nunca pensei seriamente nisso. Sempre achei que iria. Mas fiquei.
Assustei-me.
Mas o problema é que continuo assustada...
E choro, assim, como hoje.

By: Angel of Death

segunda-feira, agosto 25, 2008

Momento

Se tivesse que te dar um momento, dava-te o Nosso.
Acho que precisas de saber o que somos Nós verdadeiramente.
Em Ti. Para Ti.
No entanto tenho medo de te dar este Nosso momento.
E se te aperceberes de que é este o momento que queres só para Ti? Que farei eu?
Não pararei de me culpar por te ter dado essa oportunidade de largares tudo.

Apesar de tudo, foste tu que me deste o Nosso momento.
Sem eu ter pedido. Vou disfrutar dele.
Não tens medo, pois não...?


By: Angel of Death

quinta-feira, julho 10, 2008

Queria Amar-te sem Medos

Vêm rápidos e confusos. Brutos até.
Assaltam-me completamente e possuiem-me da maneira mais suja que há.
Temo pela nossa existência! Tantas vezes quantas as que já te disse: 'Amo-te'.
Mas de repente, todos os medos fogem de mim.
E porquê? Porque numa palavra apenas me dás a estabilidade de que preciso. 'Amo-te', dizes quando já tudo parece não existir.
Tímida e cheia de alegria a correr-me nas veias, onde já só me correu vazio, confesso envergonhada "Amo-Te".
Tudo fica lindo. Juras-me amor até ao fim da nossa vida e eu contento-me com isso, desejando cá no fundo, sem nunca o revelar, que sejas tão preciso como o sol que nasce todos os dias.
Bem sei que, daqui a pouco, todos os medos podem voltar... e por isso guardo-te, dentro de mim, bem fundo! Onde o esquecimento não pode chegar.

By: Angel of Death

domingo, junho 22, 2008

Confusão

Dou por mim numa teia confusa de pensamentos.
És isto, aqilo e o q mais qiseres ser. Não me preocupo.
Não há preocupações q cheguem a qem qer fugir deste mundo algo confuso.
E s m preocupasse, havia d ser comigo! Só comigo!
Dedico demasiado tempo aos outros. Algo m ensinou q não m devo pôr em primeiro lugar.
Esqeço-me demasiadas vezes d mim.
Decidi sair do mundo para ver tudo d fora. Voltei. Espantada fiqei com o q vi qando voltei
S, ao ver.t d fora m parecias tão nítido e ao ver.t d perto m parecias irreal...
Tentei apaixonar-m pelo real, mas qanto mais real eras, mais irreal ficava eu.

By: Angel of Death

domingo, junho 15, 2008

Vivo, Sinto, Continuo, Vou

Não consigo!
Viver desta maneira,
Viver nesta angústia,
Viver.

Não dá!
Sentir algo desta forma,
Sentir o medo,
Sentir.

Não quero!
Continuar neste impasse,
Continuar sem ver,
Continuar.

Não posso!
Ir neste caminho,
Ir sem rumo,
Ir.

Simplesmente: Não consigo, não dá, não quero, não posso...
Mas!
Vivo, sinto, continuo, vou...

~Porque sou inconstante~

By: Angel of Death

quinta-feira, junho 12, 2008

Serei mesmo Eu?

Às vezes tudo parece estranho ao nosso corpo
Não pareço eu a comandar o meu braço
Não pareço eu a comandar o meu sentido
Nem pareço eu a falar.
Certos pensamentos m parecem estranhos
Pensados por mim e sentidos por mim.
Seja o q for q m comanda, deve pensar q é o melhor para mim.
Mas não é.
Por vezes nem o reflexo no espelho s assemelha muito comigo na realidade.
Fui mudando de tal maneira q nem o meu reflexo m reconhece mais.

By: Angel of Death

quarta-feira, abril 23, 2008

Esqecer é uma Necessidade

Às vezes sinto as minhas pernas a tremer e os meus braços doiem.
Acho que é o medo.
Tenho medo! E isso é simples.
Recordações assaltam-me quando menos espero e até fazem sentdo, mesmo não as conseguindo explicar.
Quem disse que o tempo cura tudo? Eu bem o vejo passar... mas nada (ou quase nada) passa com ele. Está preso a tudo o que sou.
As lágrimas teimam em cair. E já não sentia isto há tanto tempo... pudesse eu parar o sofrimento de vez!
Escusado. Já tentei...
Recalcar? Já tentei...
Mas há sempre alguma ponta que não cai no esquecimento.

Quem me dera cair no esquecimento...

By: Angel of Death

segunda-feira, março 10, 2008

Uma vida não sentida, q sentido tem então?

Gostei de Gostar de Ti. Digo mais! Gosto deste Sentimento.
Invade-me pela manhã e adormece comigo para voltar no dia seguinte.
É aquela luz que me guia, que me preenche!
Não há motivo para ser infeliz!
De repente, o medo é maior. E o desejo de te apertar nos braços torna-se mais necessário.
Sei que foges quando tudo parece estar bem e estável. Voltas, é certo, mas cada vez mais tarde!

Sendo tu e o meu sentimento por ti, aquela luz que me guia, vou tentar não respirar (desta vez) para não a apagar...

By: Angel of Death

One more time

Sei que já não temos mais jeito.
Porque é que tentamos?
Vemos à distância o nosso fracasso.
Já o vimos tantas vezes.
Porque é que tentamos?
Sabemos o quanto custa negar o que somos.
Mas fazêmo-lo na mesma.
Tentamos ignorar aquilo que nos manteve afastados.
Mas esse motivo volta sempre.
Bem tentamos...
Vivemos felizes longe do que nos magoa.
Mas é impossível que isso esteja sempre longe.
E quando estamos separados... o mundo parte-se.
E tudo e nada se juntam para me ver cair sozinha...
Uma vez mais...

By: Angel of Death

terça-feira, março 04, 2008

Pára

Pára.
Dá cinco minutos da tua vida a coisas verdadeiramente importantes!
Deixa de seres tu.
Por hoje, e dá!
Vê mais pontos de vista para além do teu.
Analisa tudo pormenorizadamente.
Estás a ver??

Todas as caras que te passaram despercebidas.
Todas as expressões em que tu nem reparaste.
Todas as maneiras de ser que existem.
Todas as emoções vividas intensamente à flor da pele.
Todas as pequenas coisas a que não dás importância.

Consegues finalmente ver-me?


By: Angel of Death

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O Nosso...

Tudo começou há 2 anos...
Marcaste.m da melhor e da pior maneira.
Logo percebi q eras diferente.
Hoje somos nós, assim, tão iguais e tão diferentes daqela altura. Somos maiores, somos 1.
Hoje sinto.m mais segura, sei q t tenho. A tua sinceridade choca.m d maneira tão alegre q nem sei s acredito nela.
Amo.te!
Não digo só daqela maneira...
Não digo só por dizer... Sinto.o!
Entraste na mha vida brutalmente, alterando o seu rumo para sempre!
Sou hoje a pessoa q sou, devido a ti.
Devo.t muito msm...
Sinto por vezes q as palavras não chegam pa dizer tudo... o qanto és pra mim!
Os gestos por vezes falham também...
Só espero q nunca duvides d nós!

Aqeles toqes
Aqeles olhares
Aqeles beijos
Aqeles abraços
Aqelas palavras
Aqelas lágrimas
Aqeles sorrisos
Aqeles sentimentos
O Nosso Amor.

Apenas peço desculpa pelo meu passado, pois ele é o único responsável por aqilo q sou.
Muda-me.

Vá vá... tá bem! Tá tá! Vá xau xau!


By: Angel of Death

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Lindos

Entrámos apreensivos. Ansiosos, medrosos. Fomos avisados daquilo que iríamos encontrar.
Ingressámos numa viagem por um mundo paralelo, curiosos... Agarrávamos as mãos uns dos outros com muito receio e ansiedade.
Descemos as escadas sempre à espera de algo que despertasse em nós o sentimento nunca antes despertado.
Batemos à porta e ali estava o primeiro...
Daniel.
Pequeno, indefeso, Lindo. O toque foi difícil e apenas passei o olhar por ele.
Outra sala, e mais. Lindos, sorridentes, atentos às movimentações. É difícil encará-los de frente.
À saída, lá estava o Daniel: pequeno, indefeso, Lindo.
Desta vez enchi-me de coragem e passei-lhe a mão pela cara... igual a tantos outros meninos. Sorriu. Simplesmente. E ficou guardado no coração.
Subimos e encontrámos mais. Cativou-me o Flávio. Pequeno, indefeso e Lindo.
Desta vez o toque foi mais fácil, o olhar foi mais fácil... suave, sorridente. Toquei-lhe na mão e ele ainda foi mais longe, muito mais longe: tocou-me no coração.
A visita era rápida, tentei levar o melhor de cada um.
A última "casa"... encontrámos mais... a Mafalda e o Alexandre...
Oh! A senhora Carmina (se a memória não me falha), há 14 anos ali, Linda, a mais velha mas a mais jovem. Quis saber o nome de todos... "Ana", disse-lhe eu a medo, alguém completou: "Estrelinha"... "Ana Estrelinha" - disse ela, já a apontar para o próximo que se lhe aproximava.
Mas fiquei presa na Mafalda. Pequena, indefesa, Linda.
E aquele sorriso... aquelas gargalhadas! Olhá-la nos olhos. Tocar-lhe na perna, na mão e na face... Não queria deixá-la.
O Alexandre, ao lado. Tao pequeno, indefeso, Lindo.
Fui direita a ele e passei-lhe a mão na cara. É tão tímido! Fiquei a saber que tem 2 namoradas e faz sucesso entre as meninas! E não era por acaso que estavam logo 4 à volta dele. Mas de repente ouvi alguém "gritar". Voltei-me e vi que era a Mafalda. Pequena, indefesa, Linda.
Sem saber o que dizer, fui ter com ela. Agarrar-lhe na mão, pensei eu, é pouco, talvez ela precise de palavras. Mas percebi rapidamente que aquilo que ela queria era apenas atenção. Alguém que olhasse para ela, profundamente.
Aqueles olhos, que não paravam devolviam o afecto, o carinho que eu lhe queria dar.
Então... "Temos que ir embora!"
Apetecia-me abraçar a Mafalda, dar-lhe um beijo. E agradecer-lhe por me ter ensinado tanto em tão pouco tempo. A vontade de ficar ali sentada ao pé dela era demasiada. Saber da história dela e partilhar a minha com ela. Olhar aquele sorriso inocente, doce, suave. Senti-la a fugir dos meus dedos, com cócegas no pescoço! E poder proporcionar algo diferente daquilo a que ela está habituada.
Ap despedir-me, agarrei-lhe na cabeça pequenina e dei-lhe um beijo. Olhei para o Alexandre e sorri!
Virei-me e dirigi-me para a porta. Chorava. A imagem da Mafalda não me saía da cabeça.
Todo o receio tinha ido embora.
Os olhos deles marcaram-me. Encheram-me. Atingiram-me.
Ao tocar-lhes, cada vez ia percebendo mais que eles são iguais. Totalmente iguais a nós. A pele, a cara, os olhos. Não havia distância entre nós, naquele momento.
Saí do centro com o coração nas mãos. E cada vez que me lembrava...
No início... era a nossa visita aos Doentes Profundos...
Levávamos amor, sorrisos, carinhos, beijinhos. Fomos, sem o compromisso de trazer algo deles.
No fim, trouxémos olhares, toques, um lição de vida: Muito mais do que lá fomos deixar.

Obrigada.


By: Angel of Death (26-1-2008)