Serei eu tão egocêntrica que não sou capaz de perceber o outro lado?
Não acredito nisso. Ora bolas. Tento sempre ver o outro lado da questão e perceber se estou a agir bem ou não. Bem... na maior parte das vezes.
Sempre que tento argumentar comigo própria, acho que tenho razão. Mas assim que começo a argumentar contra ele perco-me a mim própria.
Não sei se serei eu, péssima argumentista (?), se será ele um óptimo argumentista (?) ou se serei eu burra.
Ele consegue sempre que eu me sinta mal, mesmo quando eu não tenho culpa. Ou será que tenho? Já nem sei! Tentei ver o problema (que não seria problema se não fosse ele) dos dois lados?
Como se sente ele perante isto? Já pensei. E já cheguei a uma resposta. Sente-se irritado. E porquê? Porque... porque... porque não gosta. E não gosta porquê? Porque prefere que eu fique em casa enquanto ele está com o T e com o X e com o G.
Pára, pára!! Já estou a ver da minha perspectiva a perspectiva dele.
O que é certo é que eu também quero passar algum tempo com os meus amigos sem que me sinta culpada, sem que tenha que recear a discussão que por aí vem, mais cedo ou mais tarde, maior ou menor.
Afinal ainda tenho vontade própria, não? E ainda consigo ver as coisas da perspectiva dele, não é? Afinal... acho que já só as vejo dessa perspectiva. E as discussões que temos dão-se porque começo a ter rasgos da minha própria perspectiva.
Ana Estrelinha
sexta-feira, novembro 13, 2009
sexta-feira, outubro 30, 2009
Barbaridades Part. IV
Somos governados pelas redes sociais na internet.
Hi5, fotolog, blog, facebook, myspace e mais recentemente, twitter.
Incentivam-nos a relatar a nossa vida para quem a quiser ver. Através de fotos, de textos, de comentários de fotos e de mais não sei o quê.
E claro!, eu não sou excepção à regra. Tenho hi5, fotolog (já encerrado mas existe para quem o quiser ver), blog, facebook, myspace... Até tenho perfil nos coisos da rádio, o que é uma parvoíce autêntica.
Só não tenho mesmo o twitter. Algo me diz que estar 24h por dia ligada à net para actualizar o twitter não pode ser saudável. E como o twitter não s safava se só pudesse ser actualizado através do pc, agora podem-no actualizar através do telemóvel! Há coisas fantásticas, não há?
"Bolas, esqueci-me do telemóvel e não vou poder actualizar o meu twitter. Os meus twitter-seguidores não vão saber de mim e vão ficar preocupados! E daqui a bocado avisam os twitter-cops que vêm todos à minha procura! Acho melhor voltar para casa e ir buscar o telemóvel."
Ora bem... isto seria alguém mesmo muito agarrado ao twitter. E o que é que uma pessoa muito agarrada ao twitter tem para dizer constantemente?? É isso que me intriga...
De manhã:
"Bom dia"
Reacção dos twitter-seguidores: "Epahhh!! Ela acordou!"
"Vou tomar banho"
"Vou comer"
"Vou lavar os dentes"
"Os cereais deram-me a volta à barriga"
Demais, não? Chegamos a estar mais preocupados em actualizar o twitter com frases parvas, a tirar fotos para o hi5, fotolog, facebook, myspace e a pensar no que havemos de escrever no blog que não aproveitamos o momento.
Ana Estrelinha
P.s. Daqui a uma semana tenho um perfil no twitter.
Hi5, fotolog, blog, facebook, myspace e mais recentemente, twitter.
Incentivam-nos a relatar a nossa vida para quem a quiser ver. Através de fotos, de textos, de comentários de fotos e de mais não sei o quê.
E claro!, eu não sou excepção à regra. Tenho hi5, fotolog (já encerrado mas existe para quem o quiser ver), blog, facebook, myspace... Até tenho perfil nos coisos da rádio, o que é uma parvoíce autêntica.
Só não tenho mesmo o twitter. Algo me diz que estar 24h por dia ligada à net para actualizar o twitter não pode ser saudável. E como o twitter não s safava se só pudesse ser actualizado através do pc, agora podem-no actualizar através do telemóvel! Há coisas fantásticas, não há?
"Bolas, esqueci-me do telemóvel e não vou poder actualizar o meu twitter. Os meus twitter-seguidores não vão saber de mim e vão ficar preocupados! E daqui a bocado avisam os twitter-cops que vêm todos à minha procura! Acho melhor voltar para casa e ir buscar o telemóvel."
Ora bem... isto seria alguém mesmo muito agarrado ao twitter. E o que é que uma pessoa muito agarrada ao twitter tem para dizer constantemente?? É isso que me intriga...
De manhã:
"Bom dia"
Reacção dos twitter-seguidores: "Epahhh!! Ela acordou!"
"Vou tomar banho"
"Vou comer"
"Vou lavar os dentes"
"Os cereais deram-me a volta à barriga"
Demais, não? Chegamos a estar mais preocupados em actualizar o twitter com frases parvas, a tirar fotos para o hi5, fotolog, facebook, myspace e a pensar no que havemos de escrever no blog que não aproveitamos o momento.
Ana Estrelinha
P.s. Daqui a uma semana tenho um perfil no twitter.
terça-feira, outubro 27, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
Barbaridades Part. III
Saudades. Até que ponto é que são boas? Não sei e acho que ninguém sabe.
Temos saudades das coisas de que gostamos, das coisas que nos marcaram, das coisas que queremos que voltem.
Mas acho que também conseguimos sentir saudades de tempos que não queremos que voltem. Percebem? Nunca sentiram saudades daquele sábado à noite em que nos divertimos tanto, mas tanto? E no dia seguinte houve aquela dor de cabeça horrível e a sensação de que nada valeu a pena?
Esse é um tipo de saudades de tempos que não queremos que voltem. Adorámos a noite, mas não obtivémos nada de valor.
E já estiveram com saudades de propósito? Não me devo ter feito entender. Já alguém vos disse: "vamos ter saudades porque assim é melhor" ?
A mim já.
Até que ponto é que uma relação de dois anos precisa de saudades? Saudades de uma tarde ou saudades de um ou mais dias? Onde é que isso está escrito e imposto?
"Casais com mais de 2 anos de relação devem ter saudades"
Nunca vi. E acho que tanta saudade há-de me cansar.
Ana Estrelinha
Temos saudades das coisas de que gostamos, das coisas que nos marcaram, das coisas que queremos que voltem.
Mas acho que também conseguimos sentir saudades de tempos que não queremos que voltem. Percebem? Nunca sentiram saudades daquele sábado à noite em que nos divertimos tanto, mas tanto? E no dia seguinte houve aquela dor de cabeça horrível e a sensação de que nada valeu a pena?
Esse é um tipo de saudades de tempos que não queremos que voltem. Adorámos a noite, mas não obtivémos nada de valor.
E já estiveram com saudades de propósito? Não me devo ter feito entender. Já alguém vos disse: "vamos ter saudades porque assim é melhor" ?
A mim já.
Até que ponto é que uma relação de dois anos precisa de saudades? Saudades de uma tarde ou saudades de um ou mais dias? Onde é que isso está escrito e imposto?
"Casais com mais de 2 anos de relação devem ter saudades"
Nunca vi. E acho que tanta saudade há-de me cansar.
Ana Estrelinha
sexta-feira, outubro 09, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
Barbaridades Part. II
Estive a pensar. É verdade! Hoje pensei.
Pensei nas mentiras que já ouvi de muita gente e chego à conclusão de que as que mais me marcaram foram aquelas ditas por rapazes.
Mas qual é a necessidade de nos mentir? Fazer-nos acreditar em ilusões?
E nós, mulheres, apanhamos-lhe o jeito. Mentimos hoje e mentimos amanhã porque eles nos mentiram ontem e continuam a mentir.
Já pensaram que tudo isto pode ser cíclico? Cada vez acredito mais que sim!
Temos uma grande necessidade de lhes pagar na mesma moeda. Já, por si só, somos consideradas o elemento mais fraco... não lhes queremos dar mais um motivo para esse nome nos encaixar tão bem.
Então, revoltamo-nos! E mesmo assim isso parece não chegar. Não confessam mentiras mesmo que a verdade esteja à nossa frente.
Nós? Nós mentimos e dizemos que está tudo bem.
Ana Estrelinha
Pensei nas mentiras que já ouvi de muita gente e chego à conclusão de que as que mais me marcaram foram aquelas ditas por rapazes.
Mas qual é a necessidade de nos mentir? Fazer-nos acreditar em ilusões?
E nós, mulheres, apanhamos-lhe o jeito. Mentimos hoje e mentimos amanhã porque eles nos mentiram ontem e continuam a mentir.
Já pensaram que tudo isto pode ser cíclico? Cada vez acredito mais que sim!
Temos uma grande necessidade de lhes pagar na mesma moeda. Já, por si só, somos consideradas o elemento mais fraco... não lhes queremos dar mais um motivo para esse nome nos encaixar tão bem.
Então, revoltamo-nos! E mesmo assim isso parece não chegar. Não confessam mentiras mesmo que a verdade esteja à nossa frente.
Nós? Nós mentimos e dizemos que está tudo bem.
Ana Estrelinha
quarta-feira, setembro 16, 2009
Barbaridades
Soube ainda à pouco que existem mais rapazes iguais, em termos de atitude, do que eu pensava.
O problema está em quando nos calha a fava. Se já havia a probabilidade de nos calhar um mau rapaz, agora assim, sabendo que existem mais do que seria de esperar, a probabilidade aumenta. E claro, fico com um certo pavor de olhar à volta.
Afinal, os rapazes maus devem estar a cada esquina, pois não há uma amiga minha a quem eu não conheça um desgosto por causa dos tais rapazes maus.
E se nos calham 2 rapazes maus de seguida? O que devemos fazer?
Provavelmente devemos proceder do mesmo modo que quando nos oferecem duas coisas iguais.
A tia e a avó ofereceram uma t'shirt gira, mas igual. A nossa ideia é logo trocá-la. E se for possível por uma t'shirt ainda mais gira.
Se nos calha um namorado novo, mas igualzinho ao anterior (rapaz mau) a nossa vontade é trocá-lo. E se possível por um mais giro!
Ana Estrelinha
O problema está em quando nos calha a fava. Se já havia a probabilidade de nos calhar um mau rapaz, agora assim, sabendo que existem mais do que seria de esperar, a probabilidade aumenta. E claro, fico com um certo pavor de olhar à volta.
Afinal, os rapazes maus devem estar a cada esquina, pois não há uma amiga minha a quem eu não conheça um desgosto por causa dos tais rapazes maus.
E se nos calham 2 rapazes maus de seguida? O que devemos fazer?
Provavelmente devemos proceder do mesmo modo que quando nos oferecem duas coisas iguais.
A tia e a avó ofereceram uma t'shirt gira, mas igual. A nossa ideia é logo trocá-la. E se for possível por uma t'shirt ainda mais gira.
Se nos calha um namorado novo, mas igualzinho ao anterior (rapaz mau) a nossa vontade é trocá-lo. E se possível por um mais giro!
Ana Estrelinha
quarta-feira, agosto 26, 2009
Hihihi
Bah! Confusão.
Qero conseguir dormir e só acordar ao meio-dia. Dormir mesmo!
Farta das reviravoltas sem volta nem objectivo.
Alguma vez temos de nos fartar, não?
Acho q o meu copo é demasiado grande e nenhuma gota o consegue fazer transbordar.
Acreditem, o q realmente qero é fartar-me!
Mas "fartar" acarreta muitas outras coisas.
Não tenho paciência para isso.
Já o outro pode ter paciência, mas não tem o tempo nem a vontade.
Sendo assim, q se fo*a.
O q eu sei é q as unhas pintadas ficam bem com o volante.
..
Ana Estrelinha
Qero conseguir dormir e só acordar ao meio-dia. Dormir mesmo!
Farta das reviravoltas sem volta nem objectivo.
Alguma vez temos de nos fartar, não?
Acho q o meu copo é demasiado grande e nenhuma gota o consegue fazer transbordar.
Acreditem, o q realmente qero é fartar-me!
Mas "fartar" acarreta muitas outras coisas.
Não tenho paciência para isso.
Já o outro pode ter paciência, mas não tem o tempo nem a vontade.
Sendo assim, q se fo*a.
O q eu sei é q as unhas pintadas ficam bem com o volante.
..
Ana Estrelinha
quarta-feira, agosto 12, 2009
Melhor que nada
"Tentei sentir o coração, encontrá-lo, no entanto, tinha-me perdido no interior do meu corpo. Não sentia o que devia e nada parecia estar no respectivo lugar. Pestanejei e encontrei os meus olhos. Consegui ver a luz, não a que procurava; de qualquer modo era melhor que nada."
"Breaking Dawn"
Stephanie Meyer
"Breaking Dawn"
Stephanie Meyer
sexta-feira, julho 03, 2009
As minhas desculpas
Quero pedir desculpa a todos aqueles q pensaram por momentos q eu poderia ter morrido.
Tal não aconteceu. Só deixei d dar notícias.
Aconteceu-me daquelas coisas. Se eu não exteriorizar nada, esse nada não existiu.
Se ninguém souber de nada, ninguém fala, não se passa nada.
Mas... como eu já devia saber, porqe ainda há pouco tempo a J me fez notar, amigos estão para todas as ocasiões. Não só para rir mas também quando as coisas não estão nada bem. Estão até para quando cometemos o maior erro possível.
Desculpem lá a peqenina ausência q vos deixou meio preocupados!
E desculpa lá ooo N por ter descarregado em ti. O teu único mal é seres meu amigo. Aguenta-te à bronca my friend ! :P
Aiii minhas coisas mais ricas! Gosto de vocês :)
Ana Estrelinha
Tal não aconteceu. Só deixei d dar notícias.
Aconteceu-me daquelas coisas. Se eu não exteriorizar nada, esse nada não existiu.
Se ninguém souber de nada, ninguém fala, não se passa nada.
Mas... como eu já devia saber, porqe ainda há pouco tempo a J me fez notar, amigos estão para todas as ocasiões. Não só para rir mas também quando as coisas não estão nada bem. Estão até para quando cometemos o maior erro possível.
Desculpem lá a peqenina ausência q vos deixou meio preocupados!
E desculpa lá ooo N por ter descarregado em ti. O teu único mal é seres meu amigo. Aguenta-te à bronca my friend ! :P
Aiii minhas coisas mais ricas! Gosto de vocês :)
Ana Estrelinha
segunda-feira, junho 15, 2009
Haha
Sinto vontade de escrever. Tudo escreve tão bem q eu me sinto desprezada!
Coisas profundas! Aqelas coisas q vêm mesmo do fundinho do coração.
Olhei para lá e só vi foi merda! Não vale a pena relatar o que vai no fundinho do coração, qando não há nada d jeito, pois não?
Então, calemo-nos.
Só temos é merda no fundinho do coração!
By: Angel of Death
Coisas profundas! Aqelas coisas q vêm mesmo do fundinho do coração.
Olhei para lá e só vi foi merda! Não vale a pena relatar o que vai no fundinho do coração, qando não há nada d jeito, pois não?
Então, calemo-nos.
Só temos é merda no fundinho do coração!
By: Angel of Death
quinta-feira, maio 21, 2009
Amor
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
sábado, abril 25, 2009
Até quando?
Tudo o que eu sou estremece.
Sei que te tenho comigo, mas não sei até quando.
Perguntas-me: "mas quem falou em deixar?", e eu digo para mim: "não é isso que estás a fazer já?"
Sinto-me sozinha. Sem ninguém a quem recorrer.
Não me sinto mais eu, nem te sinto mais meu. És de todos, menos meu. Pertences ao vento que tanto te empurra contra mim como te leva para bem longe, sem explicação.
Pára um carro na rua. Fico a pensar se és tu. Sabendo que é impossível.
Não me surpreendes com actos que me fariam acreditar.
Fazes tudo de maneira a matar-me só mais um bocadinho.
Até quando vou aguentar? Até quando?
Outro carro...
Não sei que me doeria mais.
Dói estar assim contigo, dói não estar de todo contigo.
Sinto a garganta tão apertada. Gostava de te poder abanar e ver saltar em ti aquilo que sentes, mesmo, por mim. "Amor" Era o que mais queria ver.
Sinto-me tão enjoada.
O sono não vem. Só as lágrimas.
- O cabrão que levou o meu coração nem sequer deixou recado.
Angel of Death
Sei que te tenho comigo, mas não sei até quando.
Perguntas-me: "mas quem falou em deixar?", e eu digo para mim: "não é isso que estás a fazer já?"
Sinto-me sozinha. Sem ninguém a quem recorrer.
Não me sinto mais eu, nem te sinto mais meu. És de todos, menos meu. Pertences ao vento que tanto te empurra contra mim como te leva para bem longe, sem explicação.
Pára um carro na rua. Fico a pensar se és tu. Sabendo que é impossível.
Não me surpreendes com actos que me fariam acreditar.
Fazes tudo de maneira a matar-me só mais um bocadinho.
Até quando vou aguentar? Até quando?
Outro carro...
Não sei que me doeria mais.
Dói estar assim contigo, dói não estar de todo contigo.
Sinto a garganta tão apertada. Gostava de te poder abanar e ver saltar em ti aquilo que sentes, mesmo, por mim. "Amor" Era o que mais queria ver.
Sinto-me tão enjoada.
O sono não vem. Só as lágrimas.
- O cabrão que levou o meu coração nem sequer deixou recado.
Angel of Death
segunda-feira, março 09, 2009
Eu, eu e outra, outra que não eu
E passo de viva a angustiada.
Mas porquê? Estupidez, só pode.
Nunca sentiram que a vossa vida depende do dia seguinte? E que só aí, finalmente, poderão respirar?
Estou angustiada. Sinto que tudo deixou de ser certo e, tudo o que estava, deixou de estar.
O chão está cheio de buracos.
E eu, nem eu, sei se já escorreguei por algum deles.
Sinto-me no intermédio. Nem na cave nem no terraço. E essa incerteza, inconstância, mata-me.
Os meus próprios pensamentos já não são próprios. São de outros, de outra.
Outra essa que vive em mim, outra que não eu, eu e outra.
E torna-se confuso, o dia, desta maneira.
E depois até os outros deixam de ser eles. Já são outros que não eles, eles e outros, outros nos corpos deles.
Já nem eu os conheço, nem eles a mim.
Sensível, teimosa, "raivosa".
By: Angel of Death
Mas porquê? Estupidez, só pode.
Nunca sentiram que a vossa vida depende do dia seguinte? E que só aí, finalmente, poderão respirar?
Estou angustiada. Sinto que tudo deixou de ser certo e, tudo o que estava, deixou de estar.
O chão está cheio de buracos.
E eu, nem eu, sei se já escorreguei por algum deles.
Sinto-me no intermédio. Nem na cave nem no terraço. E essa incerteza, inconstância, mata-me.
Os meus próprios pensamentos já não são próprios. São de outros, de outra.
Outra essa que vive em mim, outra que não eu, eu e outra.
E torna-se confuso, o dia, desta maneira.
E depois até os outros deixam de ser eles. Já são outros que não eles, eles e outros, outros nos corpos deles.
Já nem eu os conheço, nem eles a mim.
Sensível, teimosa, "raivosa".
By: Angel of Death
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Mesa para uma
Mantenho o ritual.
Chego e venho para aqui.
Este café acolhe-me e, não percebo bem porquê, mas sinto-me bem.
Fui-me acostumando ao barulho dos outros e ao meu silêncio. Habituei-me às mesas cheias e à minha vazia. Apenas o prato do pastel de nata, a chávena de café, o telemóvel e o mp3 são os companheiros neste início da manhã. A mala e a mochila "sentam-se" do meu lado. E sou sincera. Sinto-me bem assim. Não preciso inventar conversas nem responder a perguntas a que já respondi mil e uma vezes!
Olho descontroladamente à volta com receio de que alguém apareça.
Hoje não quero (mesmo!) conversas de conveniência nem silêncios constrangedores.
Não me apetece parar os meus pensamentos para pensar em coisas que não necessitam de aprofundezas.
Mas tem que ser.
Adeus.
By: Angel of Death
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